segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A oração de Silo

 

Elcana pergunta à sua esposa Ana, que está sendo importunada por Fenena, porque ela está chorando. (Conf. 1Samuel 1,1-8) - Barend Fabricius (1624-1673) - Países Baixos.

A oração de Silo


Estou parado diante de Ana, a bem-amada que não tem filhos.
    Aquela do marido dedicado e melhor do que dez filhos.
    Estou parado por causa de suas lágrimas. E se Ana não chorasse, eu pararia?
    Estou diante de Ana de Elcana.

Parado diante daquela Ana da parte escolhida.
    A pobre de filhos e rica de Deus que chora e reza.
    Estou porque observo a metamorfose. Vejo o evidente novo vir.
Diante de Ana em Silo.

Ana que move os lábios para abrir o futuro.
    O sol se despede e cede à vigília do dia novo.
    Espero com Ana o que só os que esperam entendem.
    Estou porque há Ana ou porque há o Deus de Ana?

    Estou parado?
    Estou porque observo.
    Estou porque há o que esperar!
De Elcana, de Ana e do Deus de Ana e de Elcana.


No início de janeiro de 2026, Festa do Batismo do Senhor, por volta das 17h30, o sol faz uma bonita homenagem ao altar da Catedral de São João Batista, em Nova Friburgo/RJ.
Vendo as sombras de projetarem sobre a casula, lembrei da ordem que o Bispo me deu no dia da minha ordenação:

"Recebe a oferenda do povo para apresentá-la a Deus.
Toma consciência do que vais fazer
e põe em prática o que vais celebrar,
conformando a tua vida ao mistério da cruz do Senhor".


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