domingo, 8 de março de 2020


Homenagem às mulheres




A todas as mulheres, meus parabéns pelo dia de hoje que é só uma lembrança da verdade de todos os dias: vocês são "parte excelente" da criação de Deus.

De vocês todos nascemos e por vocês vivemos e morremos. Não dá pra colocar homens e mulheres em partidos contrários... Essa ideia é uma grande bobagem que deve ter surgido na cabeça de algum chifrudo anti-humano que quer nos dividir.

Somos naturalmente complemento. Mas, sem dúvida, na parte feminina está o amor mais intenso, a perseverança mais comprovada e o perdão mais sincero. Deus as abençoe sempre.

Que Nossa Senhora, modelo perfeito de mulher da nova criação interceda por todos nós!

Por TODOS sim! Porque no coração de uma filha-mãe-esposa-viúva-guerreira-orante-amorosa mulher não cabem as divisões do chifrudo, mas somente a unidade na verdade, que procede de Deus.




sábado, 7 de março de 2020

2o Domingo da Quaresma - Ano A (2020)


Estamos na Quaresma, um tempo de graça e salvação no qual Deus se empenha conosco para que cheguemos à Terra prometida.

Hoje um versículo do Ofício sustentou-me na contemplação da manhã. No relato da noite da libertação do cativeiro do Egito, diz a Palavra de Deus: “Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito” (Ex 12, 42).
Deus libertou o seu povo velando por ele – velando com ele, sustentando-o – na saga de sua libertação. Não poupou-lhes a luta, mas lhes assegurara a vitória. Este é o sentido bíblico de esperança.

A esperança cristã não é a simples realização de nossas expectativas, como muitas vezes poderíamos pensar. É muito mais alta que isso! É a espera do prêmio que dá sentido ao combate: não há vitória sem luta, y sem vitória não há luta que valha.
Do tema da batalha, nos falou Jesus na liturgia de domingo passado, hoje quer falar-nos da vitória: “o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mt 17, 2).

Isto aconteceu logo depois do primeiro anuncio da paixão. Assim rezamos no prefácio deste domingo: “Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E, com o testemunho da lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição”.

Quem pode negar que nosso amado Jesus assumiu também a cruz conosco neste caminho quaresmal? Também ele tinha os olhos fixos na glória que o Pai lhe assegurava. Nós, com os olhos fixos em Jesus, autor da nossa fé (cf Hb 12, 1), também podemos compreender que a cruz é caminho para a glória, que pela glória não é loucura desejar a cruz de Cristo, como dizia são Paulo: “Estou crucificado com Cristo” (Gl 2, 19).

Se somente Jesus é minha esperança, e eu o devo encontrar na cruz, então a cruz para mim é “sabedoria, justiça, santificação e libertação” (1Co 1, 30). A cruz só é loucura para os que não tem fé. (cf 1Co 1, 23).

Por este motivo, são Paulo não teme dizer “aos de casa”: “Sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus” (2Tm 1, 8), e dá como argumento “a salvação de Deus e uma vocação santa”. Sem dúvida, tanto a salvação como a vocação são santas e estão abertas a todos. Mas não todos aceitam o convite do Reino.

Não estamos falando de “fazer três tendas”, como sugerem os discípulos no evangelho de hoje, mas de descer a montanha sagrada e sofrer pelo evangelho. Isto é um convite porque a salvação é um convite.

Diz-nos a primeira leitura que Abraão aceitou a sair de sua terra por um vocação santa, a de ser “bênção para todas as famílias da terra”. Por este mesmo motivo Cristo desceu do céu – por nós e para nossa salvação. São Paulo também compreendeu o chamado e se dispôs a caminhar com Cristo e convidar outros a ir também com ele rumo à gloria da Terra prometida.

Eu também te digo hoje: Ânimo! Vamos seguir a Jesus nesta Quaresma! “Ele nos deu o exemplo para que sigamos seus passos” (1Pe 2, 21). Ouça com atenção o Seu Evangelho! Reze! Jejue! Seja caridoso! Não tenha medo! O caminho está apenas começando e há muito que ganhar por amor a Cristo.

Padre José Ruy

domingo, 23 de fevereiro de 2020

terça-feira, 18 de setembro de 2018




"É preciso dizer a verdade, ainda mais quando a dúvida exige dizê-la, a entenderão aqueles que possam. Não aconteça que ao silenciá-la em consideração aos que não a possam entender, além de defraudar a verdade, sejam também entregues ao erro aqueles que, sendo capazes de conhecê-la, o evitariam". (Santo Agostinho)

«Hay que decir la verdad, sobre todo cuando una dificultad hace más urgente que se diga; entenderán [la verdad] quienes puedan. No sea que al silenciarla en consideración a quienes no puedan entenderla, no solamente se frustre la verdad, sino se entregue al error a quienes pudieran captar lo verdadero, Y con esto evitar el error ... »

"Dicatur ergo verum, maxime ubi aliqua questio ut dicatur impellit; et capiant qui possunt: ne forte cum tacetur propter eos qui capere non possunt, non solum veritate fraudentur, verum etiam falsitate capiantur qui verum capere quo caveatur falsitas, possunt ... » De bono perseverantiae. cap. XVI, n. 40 (P. L. 45, 1017).

In: CONGAR, Yves. Falsas y Verdaderas Reformas en la Iglesia. IEP, Madrid-1953.