sexta-feira, 29 de abril de 2016



Virgindade e celibato: por uma sexualidade pascal

CENCINI, Amedeo. São Paulo: Paulinas, 2012, 3a edição.

Introdução

“(Este livro) propõe, sobretudo, um método e não só conteúdos. Um método que consiste substancialmente naquela estrutura antes indicada, como uma ordem (um ordo) de reflexão pessoal, de avaliação constante e pontual que coloca em primeiro lugar a Palavra de Deus para deixar-se perscrutar por ela até as profundidades inconscientes da pessoa, também com o auxílio das ciências humanas, e à luz inspirada de nossos irmãos mais velhos, os Padres – como já dissemos. Mas também à luz daqueles que viveram a mesma aventura da virgindade sobre a terra. (...) Todo virgem ou celibatário deveria aprender este método – não pode haver outro – para viver sempre melhor a oferta do próprio corpo e da própria sexualidade ao Deus amor”. (p. 18)

“A virgindade é antes de tudo sexualidade, não a sua negação, mas a sexualidade que passou através do mistério da Páscoa, que... passou no exame pascal e foi ‘promovida’, não mortificada – como, aliás, toda uma tradição de virgens continua a nos repetir. A virgindade é sinal de passagem”. (p.18-19)

1.     Sentido de uma escolha

“A quem escolhe consagrar-se na castidade perfeita, é pedida não uma maturidade afetiva qualquer, mas aquela típica de quem recebeu como dom o carisma da virgindade por causa do Reino, pela Igreja e no mundo, e é chamado a vivê-lo segundo a vocação particular do instituto ao qual pertence, ou na qualidade de presbítero de uma Igreja local. Neste sentido, uma maturidade afetiva de base é, de um lado, condição fundamental, como uma terra boa, para acolher um carisma; de outro, é sua consequência, como um fruto”. (p. 22)

Significado fundamental

“Ser virgem por causa do Reino enquanto consagrados(as) quês dizer: ‘Amar a Deus acima de todas as criaturas (de todo coração, de toda alma e com todas as forças), para amar com o coração e a liberdade de Deus cada criatura, sem se ligar a nenhuma e sem excluir alguma (sem agir com os critérios eletivos-seletivos do amor humano), ou melhor, amando em particular quem é mais tentado a não se sentir amável ou, de fato, não é amado’”. (p. 22-23)

“(A opção virginal) não consiste primeiramente na renúncia a instintos e tentações, tampouco no dizer não, consciente ou inconscientemente, à experiência de amar e ser amado. Não há sequer uma pretensão subjetiva de perfeição na sua origem, ou uma exigência cultual; muito menos uma imposição externa (como poderia ser uma lei) ou interna (um condicionamento psíquico como, por exemplo, o medo a outro sexo). A virgindade é “feita” de amor, e é possível apenas como uma escolha ditada pelo amor”. (p. 23)

“A modalidade do amor virginal (condições em sentido positivo) é a totalidade (...). Interessante é que se trata de uma totalidade cruzada no que diz respeito ao objeto (amor por Deus e pelo homem), no sentido de que aquele divino, Deus, é amado de coração e por um coração totalmente humano, enquanto que a criatura humana é amada com afeição divina, ou seja, sempre com um coração de carne, mas educado pela liberdade de Deus a amar com a sua largura, altura, intensidade...”. (p. 25)
“A renúncia intencional do virgem é a de renunciar aos laços definitivos e exclusivos, com caráter totalizante (...). Mas não só isso. (...). O virgem também escolhe não excluir ninguém! Em suma, ele renuncia a amar com os critérios da benevolência e simpatia somente humanas, que prefere um ou exclui outro com base no simples instinto, na espontânea atração, ou no interesse pessoal mais no que do alheio”. (p. 25)

Para uma verificação inicial

“No que nos diz respeito, somos frequentemente presunçosos; julgamos saber, temos por certo já ter compreendido tudo, ou pensamos que, com o passar do tempo, se entra na assim chamada “paz dos sentidos” (que não existe), ou nos tornamos tão ‘sábios e realistas’ (?) a ponto de não pretender ter sempre uma grande paixão no coração (que, desta forma, desaparece verdadeiramente)... Esquecemo-nos que a virgindade por causa do Reino, se não se torna objeto de atenção constante (ou de formação permanente), transforma-se em fadiga impossível de se viver ou em frustração permanente”. (p. 26-27)

“A virgindade não é algo circunscrito, que diz respeito a um determinado aspecto bem delimitado da vida da pessoa, mas é expressão de toda uma personalidade que escolheu um preciso estilo de vida; é um modo de pensar e desejar; de dar sentido à vida e à morte, de viver a relação e a solidão, de estar com Deus e com o próximo, de crer e esperar, de sofrer e ter compaixão, de fazer festa e trabalhar...”. (p. 28)

“A virgindade é a escolha inevitável do fiel que se sente envolvido por um amor... incrível. A resposta a este amor é um dom total de si a ele, cheio de gratidão (por Deus amante, fonte do amor) e de gratuidade (para aquele que são chamados a amar). (...) Não se sente herói, nem superior a quem faz outra escolha, não vive a sua virgindade como aquela artificiosa seriedade, um tanto triste, um tanto orgulhosa, que o tornaria antipático. A escolha virginal – repetimos – é questão de amor e basta”. (p. 28-29)

“Ao mesmo tempo, uma escolha que incide sobre um instinto profundamente enraizado na natureza, pede realisticamente a renúncia ao exercício deste instinto, e é uma renúncia pesada, pois tal instinto atrai e faz parte de um desígnio de origem divina. Nenhum ser humano inteligente e normal pode pensar em fazê-la com o coração leve e tranquilo”. (p. 29)

“A virgindade não suporta a mediocridade. E, de outro lado, nada como esta opção, vivida na fidelidade apaixonada, favorece a qualidade de vida: o gosto da beleza, o espírito de sobriedade, a elegância no trato, o culto à verdade, a eficácia no testemunho, a transparência contagiosa...”. (p. 31)
“(A opção virginal) assume uma particular importância para todos. (...) Existe uma crise de insignificância ou de frustração do sentido que investe também contra aquilo que está no centro da escolha virginal: o amor. Na atual babel cultural, o jovem, em particular, não sabe mais o que quer dizer amar, deixar-se querer bem, acolher o outro, ou então é induzido a pensar que certos termos (fidelidade, renúncia, gratuidade, castidade e ainda mais virgindade) não têm mais nenhum sentido hoje”. (p. 32)

“Quem recebeu o dom de ser celibatário por amor é chamado a redescobrir a sua vocação natural ao ministério da educação, em sentido lato, não só enquanto mestre, mas, sobretudo enquanto testemunha de uma virgindade solar na sua luminosidade e radicalidade, de uma virgindade vivida como dom que preenche a vida, que leva à plena maturação a vocação do amor e que torna o virgem semelhante ao Filho crucificado, como ele apaixonado por Deus e apaixonado pelo homem, até o dom radical de si”. (p. 33)

Poesia virgem

Viver sem Ti
agora que estás em mim
agora que és a vida
me é impossível.
Tudo é Tu
e eu estou no tudo.

domingo, 24 de abril de 2016


Algumas frases de Santo Tomás de Aquino sobre a caridade.

Questões disputadas: Questões disputadas sobre as virtudes, Questão 2


Respondeo

“Mediante o ato da caridade, todas as coisas que fazemos ou sofremos se tornam deleitáveis”.

“Deste modo, Deus dispõem todas as coisas suavemente, porque a todos lhes dá as formas e as forças a que lhes inclinam àquilo ao qual Ele mesmo move, para que tendam a ele sem coação, como que espontaneamente”.

Responsiones ad argumenta

“O Espírito Santo é o movente poderosíssimo, Ele move de tal maneira para amar, que também induz o hábito da caridade”.

“Ainda que o amor, com o qual amamos ao próximo, seja Deus, nãose exclui, porém, que, além desse amor incriado, haja também em nós um amor criado, com o qual formalmente amamos”.

“Quando percebemos o ato de amor em nós, sentimos em nós mesmos certa participação de Deus”.

“A caridade é um hábito de difícil moção, porque o que tem a caridade não se inclina facilmente ao pecado, ainda que, pelo pecado, se perca a caridade”.

“Pela caridade criada a alma se eleva por cima do que possui a natureza, para ordenar-se a um fim mais perfeito do que conseguiria pela faculdade da natureza”.

“A caridade ressuscita espiritual e formalmente os mortos”


Eu vos dou um novo mandamento


Na Última Ceia, Nosso Senhor nos deixou três presentes (relíquias): A Eucaristia, que é o alimento da vida eterna; o sacerdócio, que oferece o único sacrifício capaz de apagar nossos pecados; e o mandamento do amor, que é um caminho seguro de nos assemelharmos a Deus: entendido bem, podemos dizer que o amor é a força mais poderosa do universo. Estes três presentes estão intimamente ligados, de fato, um não tem sentido sem o outro.

Em alguns ambientes, já percebi a tentação de tratar o mandamento do amor (Amai-vos uns aos outros como eu vos amei), não como um auxílio em nosso caminho de iluminação, ou “cristificação”, mas como um fardo pesado de se carregar, pedra de tropeço, melhor que não existisse... Meus amigos, como esta ideia está distante de Jesus Cristo, nossa vida!

Nós somos um todo bem unido e, seguramente, se não estamos bem com nosso irmão, também não estaremos bem com Deus, nem conosco mesmos, nem com a criação de Deus. Não dá pra acreditar que um ódio guardado não tenha importância quando nos ajoelhamos para rezar. Preste atenção em dois versículos do Novo Testamento: “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” (Mt 5, 23-24); e “se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso” (1Jo 4, 20).

Catecismo 1337: “Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até o fim. Sabendo que chegara a sua hora de partir deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor. Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participar de sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e de sua ressurreição, e ordenou aos seus apóstolos que a celebrassem até a sua volta, ‘constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento’”.

Francisco: “O mandamento do amor a Deus e ao próximo não é o primeiro porque está no topo da lista dos mandamentos. Jesus não o coloca no alto, mas no centro, porque é o coração de onde tudo deve começar e retornar; é a referência”. (26/10/2014)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

As minhas ovelhas escutam a minha voz


É bom ser confirmado pelo Mestre. Algumas passagens evangélicas são luminosas quando, saídas da boca de Jesus, descrevem como devem ser os discípulos. Uma delas é a do Evangelho deste 4º domingo da Páscoa: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27).

De fato, a escuta atenta da Palavra é o início da fé. Através da palavra exterior, Deus desperta-nos para uma realidade muito mais profunda: aquela que revela “quem somos” e “para onde vamos”, “qual o sentido de nossa vida” e “o que devemos fazer”. A luz de Cristo é de extraordinário brilho. O fiel percebe, quase imediatamente, que não é capaz de caminhar sozinho em direção desta luz, por isto faz-se ovelha.

Também é bom saber-se “ovelha”. Todos somos ovelhas de um grande, bom, belo e justo Pastor: Jesus Cristo. Senhor, dá-me a alegra de caminhar sempre sob a luz desta verdade, desta palavra, desta Voz!

Catecismo 1698: A referência, primeira e última, desta catequese será sempre o próprio Jesus Cristo, que é ‘o caminho, a verdade e a vida’ (Jo 14, 6). De olhos postos n'Ele com fé, os cristãos podem esperar que Ele próprio realize neles as suas promessas e, amando-O com o amor com que Ele os amou, podem fazer as obras correspondentes à sua dignidade: ‘Rogo-te que penses em nosso Senhor Jesus Cristo como tua verdadeira cabeça, e em ti como um dos seus membros. Ele é para ti como a cabeça para os membros. Tudo o que é d'Ele é teu: o espírito, o coração, o corpo, a alma e todas as faculdades. Deves usar de todas elas como se fossem realmente tuas, para servir, louvar, amar e glorificar a Deus. Tu és para Ele como um membro em relação à cabeça: e, por isso, também Ele deseja ardentemente servir-Se de todas as tuas faculdades como se fossem suas, para servir e glorificar o Pai’ (São João Eudes). ‘Para mim, viver é Cristo’.” (Fl 1, 21).

Papa Francisco: “Eu lhe direi a receita, simples. Você encontrará a voz de Jesus nas Bem-aventuranças. Alguém que lhe ensine um caminho contrário às Bem-aventuranças é uma pessoa que entrou pela janela: não é Jesus! Segundo ponto: Você conhece a voz de Jesus? Você pode conhecê-la quando nos fala das obras de misericórdia. Por exemplo, no capítulo 25 de São Mateus: “Se uma pessoa lhe diz aquilo que Jesus diz ali é a voz de Jesus. E terceiro: Você pode conhecer a voz de Jesus quando ele lhe ensina a dizer Pai, ou seja, quando lhe ensina a rezar o Pai Nosso.” (18/04/2016)

sexta-feira, 25 de março de 2016

Passos dolorosos de Jesus.

- O cristão recorda os passos dolorosos de Jesus com fé, pois sabe que Ele ressuscitou. O caminho do Calvário é o caminho que leva da morte à Vida. Não há caminho para a Vida sem cruz, nem Vida verdadeira sem Jesus.


1ª Estação: Jesus é condenado à morte.

“Pilatos perguntou: ‘Que farei com Jesus, que é chamado o Cristo? ’. Todos gritaram: ‘Seja crucificado! ’ Pilatos falou: ‘Mas, que mal ele fez? ’. Eles, porém, gritaram com mais força: ‘Seja crucificado! ’”. (Mt 27, 22-23)


2ª Estação: Jesus toma a cruz aos ombros.

“Então Jesus disse aos discípulos: ‘Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida? ’”. (Mt 16, 24-26)


3ª Estação: Jesus cai por terra.

“‘O servo não é maior do que o seu senhor ’. Se me perseguiram, perseguirão a vós também. E se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa. Eles farão tudo isso por causa do meu nome”. (Jo 15, 20-21)


4ª Estação: Jesus encontra-se com sua mãe.

“Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe: ‘Este menino será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição – uma espada traspassará a tua alma! – e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações’”. (Lc 2, 34-35)


5ª Estação: Simão de Cirene carrega a cruz de Jesus.

“Ao saírem,encontraram um homem chamado Simão, que era de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus”. (Mt 27, 32)


6ª Estação: Verônica enxuga o rosto de Jesus.

“Não fazia vista, nem tinha beleza a atrair o olhar, não tinha aparência que agradasse. 3 Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, indivíduo de quem a gente desvia o olhar, repelente, dele nem tomamos conhecimento”. (Is 53, 2-3)


7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez.

“Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores, que levava às costas. E a gente achava que ele era um castigado, alguém por Deus ferido e massacrado. Mas estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias, estava sendo esmagado por nossos pecados. O castigo que teríamos de pagar caiu sobre ele, com os seus ferimentos veio a cura para nós”. (Is 53, 4-5)


8ª Estação: Jesus consola as mulheres de Jerusalém.

“Seguia-o uma grande multidão do povo, bem como de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se para elas e disse: ‘Mulheres de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! ’”. (Lc 23, 27-28)


9ª Estação: Jesus cai pela terceira vez.

“‘Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: ‘Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! ’”. (Mt 26, 41-42)


10ª Estação: Jesus é despido de Suas vestes.

“Depois que crucificaram Jesus, os soldados pegaram suas vestes e as dividiram em quatro partes, uma para cada soldado. A túnica era feita sem costura, uma peça só de cima em baixo. Eles combinaram: ‘Não vamos rasgar a túnica. Vamos tirar sorte para ver de quem será’”. (Jo 19,23-24)


11ª Estação: Jesus é pregado na cruz.

“Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. Jesus dizia: ‘Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem! ’”. (Lc 23, 33-34)


12ª Estação: Jesus morre na cruz.

“Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: ‘Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!’ Mas o outro o repreendeu: ‘Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma pena? Para nós, é justo sofrermos, pois estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal’. E acrescentou: ‘ Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar’. Ele lhe respondeu: ‘Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso’. Já era mais ou menos meio-dia, e uma escuridão cobriu toda a terra até às três da tarde, pois o sol parou de brilhar. O véu do Santuário rasgou-se pelo meio, e Jesus deu um forte grito: ‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo isto, expirou. O centurião, vendo o que acontecera, glorificou a Deus dizendo: ‘Realmente! Este homem era justo!’ E as multidões que tinham acorrido para assistir à cena, viram o que havia acontecido e foram embora, batendo no peito”. (Lc 23, 39-48)


13ª Estação: Jesus é descido da cruz.

“Um soldado golpeou-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; ele sabe que fala a verdade, para que vós, também, acrediteis. (...) Depois disso, José de Arimatéia pediu a Pilatos para retirar o corpo de Jesus; ele era discípulo de Jesus às escondidas, por medo dos judeus. Pilatos o permitiu. José veio e retirou o corpo”. (Jo 19, 34-35.38)


14ª Estação: Jesus é depositado no sepulcro.

“Veio também Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido a Jesus de noite; ele trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e de aloés. Eles pegaram o corpo de Jesus e o envolveram, com os perfumes, em faixas de linho, do modo como os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ninguém tinha sido ainda sepultado”. (Jo 19, 39-41)

- O cristão recorda os passos dolorosos de Jesus com fé, pois sabe que Ele ressuscitou. O caminho do Calvário é o caminho que leva da morte à Vida. Não há caminho para a Vida sem cruz, nem Vida verdadeira sem Jesus.