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| Elcana pergunta à sua esposa Ana, que está sendo importunada por Fenena, porque ela está chorando. (Conf. 1Samuel 1,1-8) - Barend Fabricius (1624-1673) - Países Baixos. |
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| Elcana pergunta à sua esposa Ana, que está sendo importunada por Fenena, porque ela está chorando. (Conf. 1Samuel 1,1-8) - Barend Fabricius (1624-1673) - Países Baixos. |
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| "A Última Ceia" do artista alemão Padre Sieger Köder (1925–2015) |
Meu Deus é como um pão partido, distribuído entre nós.
Como não unir ao Seu Ofertório a minha voz?
Reunir tudo o que tenho e ver que nada resta enfim,
unido aos que nada têm, vazio de tudo o que é meu em mim.
Esvaziar os bolsos e notar: só restou o "eu" para entregar.
E oferecer-me! Pois nunca falta Deus a multiplicar.
Meu nome é "Cristiano"! Hoje nasci. Hoje morri. Da morte à vida, parti.
Desperta, tu! Levanta-te do chão! E Cristo viverá em ti!
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Beato Christian de Chergé (1937-1996), um dos mártires da Comunidade de Tibhirine (Argélia). Inspiração para esta postagem. |
Testamento de Dom Christian de Chergé
Aberto no Domingo de Pentecostes de 1996
Quando se tem de enfrentar um A-DEUS...
Se acontecer um dia - e poderia ser hoje -
em que eu me torne uma vítima do terrorismo que agora parece pronto a engolir
todos os estrangeiros que vivem na Argélia,
gostaria que minha comunidade, minha Igreja e minha família
se lembrassem que minha vida foi DADA por Deus e a este país.
Peço-lhes que aceitem que o Único Mestre de toda vida
não desconheceu esta partida brutal.
Peço-lhes que rezem por mim:
pois como poderia ser eu digno de tal oferta?
Peço-lhes que consigam ligar esta morte às muitas outras mortes
que são da mesma forma violentas, mas esquecidas pela indiferença e o anonimato.
Minha vida não tem mais valor do que qualquer outra.
Nem também menos valor.
Em qualquer caso, ela não tem a inocência da infância.
Vivi o bastante para saber que sou também um cúmplice no Mal
que parece, infelizmente, prevalecer no mundo,
mesmo naquele mal que me mataria cegamente.
Gostaria que, quando vier o tempo, ter o momento de lucidez
que me permitira pedir o perdão de Deus
e de todos os seres humanos meus amigos,
e ao mesmo tempo perdoar com todo meu coração aquele que me matará.
Não desejo tal morte.
Parece-me importante declarar isto.
Não vejo, de fato, como poderia me alegrar
se este povo que amo for acusado indiscriminadamente de meu assassinato.
Responsabilizar um argelino, quem quer que seja,
seria um preço muito alto para pagar
para aquilo que talvez seja chamado "a graça do martírio",
especialmente se ele diz que agiu em fidelidade com o que acredita que seja o Islã.
Estou consciente da pecha que será jogada a todos os argelinos indiscriminadamente.
Também tenho consciência da caricatura do Islã que um certo islamismo encoraja.
É fácil salvar a própria consciência identificando-se nesta via religiosa
com as ideologias fundamentalistas de seus extremistas.
Para mim, a Argélia e o Islã são algo diferente: são um corpo e uma alma.
Disse isto bastante freqüentemente, creio eu,
sabendo que recebi aqui mesmo o verdadeiro caminho do Evangelho,
aprendido no joelho de minha mãe, minha primeira Igreja de fato,
na própria Argélia, e já inspirada com respeito por crentes muçulmanos.
Minha morte, claramente, parecerá justificar
aqueles que me julgam apressadamente ingênuo ou idealista:
"Deixe-o dizer-nos agora o que ele pensa sobre isto!"
Mas estas pessoas precisam compreender
que minha mais ávida curiosidade será então satisfeita.
Pois isto será o que serei capaz de fazer, se Deus assim o quiser -
imerso meu olhar naquele do Pai,
contemplarei com ele seus filhos do Islã da mesma forma como ele os vê,
todos radiantes com a glória do Cristo,
o fruto de sua Paixão, e cheio com o Dom do Espírito,
cuja alegria secreta será sempre de estabelecer a comunhão
e de remodelar a semelhança divina, brincando com nossas diferenças.
Por esta vida perdida, totalmente minha e totalmente deles,
agradeço a Deus que parece tê-la desejado inteiramente
para esta ALEGRIA em tudo e a despeito de tudo.
Neste AGRADECIMENTO, que resume minha vida inteira a partir de agora,
certamente incluo vocês, amigos de ontem e de hoje,
e vocês, meus amigos deste lugar,
junto com minha mãe e meu pai, minhas irmãs e irmãos e suas famílias --
cem vezes me foi dado a mais como prometido!
E também você, o amigo do meu momento final,
que não terá consciência do que estiver fazendo.
Sim, quero AGRADECER a você e este "A-DEUS" é para você
em quem eu verei a face de Deus.
E possamos nós dois encontrarmo-nos, os felizes bons ladrões no Paraíso,
se isto agradar a Deus, o Pai de ambos... Amen! In sha'Allah!
Algiers, 1 de dezembro de 1993
Tibhirine, 1 de janeiro de 1994
+Christian
... o dia da minha morte?
Quero que seja de sol
e que não cesse o labor.
Como será o dia?
O meu dia?
Suspiro suave de alívio
por Aquele que me libertou.
Quero que seja de sol,
porque a noite já passou.
Mas, e se aquele dia
não for dia para mim,
mas tempestade e solidão?
Pai, me abandonarás, então!?
"Não!
Será, então, o grande arrebol!
Manhã nupcial,
parelha a do Salvador.
E há de haver só um hino ao Sol,
e há de haver só um hino ao Amor!"
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| Xilogravura de Albrecht Dürer - "A Última Ceia" (The Last Supper) - , criada em 1510 e parte da série A Grande Paixão. |
O servo se une pela comum ação,
Mas não compartilha a comum intenção.
Esta a traz bem profundo o amigo
que por ter igual amor caminha comigo.
E, ainda que não seja como eu
pelo caminho que escolheu,
traz consigo a bonita certeza
de que, em tempos de forte correnteza,
apesar de separados por hábito, casa e bordão,
o amigo na hora da dor se faz irmão.
Ó noite, minha amiga!
Por que fui teu inimigo durante tantos anos?
De ti, que escondes em teu regaço, nas dobras do teu manto, o rosto amável do meu Senhor!
Aquele que me vê, sem que possa ser observado,
que me vê no escondimento do Seu Amor.
Ó noite, que trazes as chamas brancas das estrelas bordadas em teu manto,
ó noite da promessa das estrelas!
Ó noite da confiança e do abandono que, gentilmente, só me pedes um passo de cada vez.
Ó noite que me livras de mim mesmo
e dos meus projetos,
e que só admites o eco de uma única oração: "Faça-se!"
Ó noite que preenches tudo e me guardas para o grande dia do abraço sem fim,
que já é realidade agora,
de noite.
Ó noite, minha amiga e companheira, que não me guardas para ti mesma,
mas me devolves ao teu Autor.
Ó noite nupcial!
Por que fui teu inimigo durante tantos anos?
Ó noite da salvação!
Em primeiro lugar, esta distribuição de doces não é de origem cristã, como explica a matéria compartilhada acima. De modo que, o cristão que não se sentir à vontade em aprovar e participar desta tradição tem toda a liberdade e não deve, de modo algum, ser coagido a ela por nenhum argumento.
Entretanto, também é verdade que isso nunca foi um problema para o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Muitas práticas sociais pagãs passaram a ser cristãs, quando os símbolos mudaram o seu significado e passaram a levar a mensagem de Cristo, ou seja, quando as sociedades passaram a crer em Jesus Cristo, mas conservaram suas festas e quitutes, costumes e tradições. Por exemplo, você conhece alguém que esteja celebrando o "Sol invicto", festa romana, porque celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em 25 de dezembro? Ou então, que esteja realizando um ritual celta por acender uma fogueira no dia de são João? Ou pensa ainda que os sacerdotes não deviam usar mitras, alvas e estolas, indumentárias pagãs, provavelmente do cerimonial das antigas falsas religiões?
Notemos que o contrário também acontece, ou seja, festas cristãs podem ser mundanizadas e, inclusive, paganizadas como a depreciação da véspera da Solenidade de Todos os Santos no Reino da Inglaterra, depois da apostasia do rei Henrique VIII (séc. XVI), que deu origem ao famigerado Dia das Bruxas: primeiro a celebração se mundanizou, o primeiro registro da palavra Halloween vem deste período, e hoje dá pé a cultos neopagãos; e o nosso conhecido Carnaval, que ostenta uma mui provável origem cristã e que vem assumindo, com cada vez mais força, símbolos e mensagens religiosas não cristãs.
Assim, nós católicos temos duas opções: ou não participamos desta tradição, que é inegavelmente arraigada na história do Brasil e que muito bons cristãos inocentemente participaram e participam sem culpa, ou cristianizamos esta tradição mudando o seu significado original, que não é cristão. Eu tenho minha opinião, mas não vou impô-la como se fosse palavra da Igreja.
Quando tal participação inclui algum traço de superstição mágica, ou seja, procura algum tipo benefício espiritual ou material. Neste caso, é pecado grave que fere o primeiro mandamento da Lei de Deus. Cito o catecismo da Igreja Católica:
"Todas as práticas de 'magia' ou de 'feitiçaria' com as quais a
pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e
obter um poder sobrenatural sobre o próximo - mesmo que seja para proporcionar
a este a saúde - são gravemente contrárias à virtude da religião. Essas
práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de
prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O
uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica freqüentemente
práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a
evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a
invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia".
(Catecismo 2117)
Agora, se o que se quer é somente fazer festa com as crianças, dando doces e aproveitando para recordar a história dos irmãos santos, Cosme e Damião, como o fazem muitas Paróquia do nosso estado, não há pecado nem crime nisso. Lembremos também que o dia de são Cosme e são Damião, há muitos anos, passou sua festa litúrgica para o dia 26 de setembro. Entendido?
Não sei responder. Penso que em muitos casos não há como saber.
Tratando-se de ser parte de um ritual não cristão, sabemos que as comidas oferecidas aos ídolos pagãos não podem nos fazer nenhum mal, segundo ensinamento de São Paulo em 1Cor 8. Resumidamente, o texto aludido diz o seguinte: os falsos deuses não são nada neste mundo, coisa nenhuma em relação a seus pretendidos poderes, e o perigo que há em participar dessas comidas é que podemos causar escândalo aos mais fracos na fé.
É importante recordar que nem todo ritual não-cristão se encaixa na categoria de malefício. Pode ser, por exemplo, simples tradição folclórica sem objetivos mágicos, o que para um cristão já constituiria pecado grave por sua finalidade idolátrica, mas o que não é razão suficiente de afastar-se de pessoas ou objetos pertencentes a outros credos creditando-os como "contaminados", como insistem fazer algumas seitas cristãs. Se assim fosse, como nos ensina são Paulo, "teríamos que sair do mundo!" (Cf. 1Cor 5, 10). De modo que, toda e qualquer discriminação de pessoas por causa de seu credo religioso é imoral e pecado contra a caridade.
Entretanto, em caso de malefício, que se entende por arte posta em ato com intenção de causar dano a outros por obra do demônio, nem seus próprios feitores as julgam como inofensivas ou banais e entre estes também há discórdias e separações por este motivo. E se o doce distribuído no dia de Cosme e Damião for veículo material para um malefício, há sim um problema a ser cuidado.
Como o afirma a Associação Internacional dos Exorcistas em texto "Diretrizes para o ministério do exorcismo à luz do ritual vigente", aprovado por três dicastérios romanos: Doutrina da Fé, Clero e Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos; e que repete uma nota dos Bispos da Toscana, Itália:
"O malefício tem efeitos concretos e tangíveis? Pode realmente o demônio servir-se de pessoas malvadas para fazer mal a alguém?
A resposta é certamente difícil nos casos individuais, mas não se pode excluir, em práticas deste gênero, a participação do gesto maléfico do mundo demoníaco, e vice-versa. Por essa razão, a Igreja sempre e firmemente recusou e recusa o maleficio ou qualquer ação similar" (n. 86)
E continua o texto:
"Admitidas, por fé, a existência do demônio e a possibilidade de que Deus lhe permita agir para prejudicar o homem (por exemplo, com a tentação ou com ações vexatórias, como no caso de Jó), não repugna a razão iluminada pela fé que os demônios possam agir também após a confecção de um malefício. Pelo contrário, à luz dos fins gerais que o Maligno persegue mediante os malefícios, exposto no n. 93-b, não é irracional supor que esta seja a sua modalidade 'preferida'". (n.98)
Perdoe-me pelo texto longo, mas prefiro que, em não tratando-se de atos intrinsecamente maus, caiba à consciência cristã esclarecida pela fé o dever de tomar suas próprias decisões.
Viva a liberdade dos filhos de Deus!
Viva são Cosme e são Damião (que provavelmente eu não conheceria tão bem como os conheço graças a esta tradição)!
Viva os cristãos e cristãs que aproveitam destas tradições para evangelizar e levar alegria!
Viva os evangelizadores que criam novas tradições, como a festa de todos os santos para as crianças, com o objetivo de purificar as festas populares!
Em todas as coisas: Viva Jesus Cristo, Senhor e Poderoso Salvador!
Padre José Ruy Corrêa Júnior
Novena
permanente à Nossa Senhora da Glória
Oração inicial para todos os dias:
Ó dulcíssima soberana, Rainha da Glória,
humildemente vimos a vossa presença para suplicar-vos esta graça:
(Fazer o pedido)
Pelos vossos merecimentos, obtém para nós o aumento da fé, da esperança e da caridade, e dai-nos a santa perseverança, para que possamos, um dia, beijar os vossos pés e unir nossas vozes às dos anjos do céu que cantam para sempre:
“Ave Maria, cheia de graça!”
Versículos
para cada dia. Depois de cada versículo rezar 3 Ave-Marias, 1
Pai-Nosso e 1 glória, em honra da Santíssima Trindade e do amor com o qual Maria
foi honrada.
Oração Final para todos os dias:
Augusta Rainha dos céus, soberana mestra
dos Anjos, vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de
esmagar a cabeça de satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas
legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam
os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e
lançando-os no abismo.
Quem é como Deus? Ninguém é como Deus!
Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis
sempre o nosso Amor e a nossa esperança.
Ó Mãe Divina, enviai os santos anjos
para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo.
Santos anjos e arcanjos, defendei-nos e guardai-nos.
Amém.
O texto desta litania em honra ao Preciosíssimo Sangue de Cristo foi composto pela Sagrada Congregação dos Ritos — hoje, Congregação para o Culto Divino — e promulgada pelo Papa João XXIII no dia 24 de fevereiro de 1960. A sua forma é mais antiga, na verdade, pois textos similares podem ser encontrados em livros de orações do início do século XX. Aos fiéis que a recitarem devotamente concede-se indulgência parcial.